O que pensa o maior guru de Warren Buffett

Oi amigos, tudo bem?

Aqui vai uma excelente reportagem do site Exame.com falando sobre Benjamin Graham, o mestre do grande investidor Warren Buffet,  e algumas idéias suas, que mesmo depois de sua morte continuam muito úteis.

Benjamin Graham desenvolveu um método simples para ganhar dinheiro na bolsa: só comprar empresas abaixo do valor patrimonial ou por até 7 vezes o lucro do último ano

De tempos em tempos, qualquer investidor deveria ler ou reler algum livro de Benjamin Graham (1894-1976). Não apenas porque ele teve 60 anos de experiência no mercado financeiro, é considerado o criador da profissão de analista de investimentos e teve como aluno o mais bem-sucedido investidor de toda a história: Warren Buffett, que chegou a afirmar que, depois do próprio pai, Graham foi o homem que mais influenciou sua vida. O mais incrível é que Graham, morto há quase 35 anos, ainda consegue passar ensinamentos que deixam o leitor com a sensação de que poderá ganhar dinheiro no mercado apenas se aplicá-los. Não é à toa que alguns dos maiores gestores de fortunas do Brasil e do mundo ainda costumam repetir seus mantras em entrevistas. Os clássicos “Security Análises” e “O Investidor Inteligente” são considerados as obras-primas de Graham. Mas o livro “Profissão: Investidor”, lançado recentemente por Jason Zweig e Rodney N. Sullivan, traz uma coletânea de seus artigos mais perenes e adiciona textos comentados capazes de atualizar o pensamento do guru.

O ponto alto do livro é o artigo em que Graham propõe um método bastante simples para comprar e vender ações com lucro que funcionou durante décadas tanto para pequenos investidores quanto para grandes fundos de investimento. Consiste basicamente em comprar ações de empresas por cerca de dois terços de seu valor contábil e colocá-las à venda quando alcançarem valor equivalente ao patrimônio líquido – realizando, portanto, um lucro de 50%. É certo que hoje em dia não é mais tão fácil encontrar ações negociadas por esses valores como foi na época da Grande Depressão ou até a década de 1970. Na BM&FBovespa, por exemplo, há grandes bancos como o Itaú Unibanco que foram negociados recentemente a três vezes o valor patrimonial.

Mas Graham também sugere que sejam comprados papéis de empresas com um valor inferior a 7 vezes o lucro líquido dos últimos 12 meses. Nesse caso, até ações de “blue chips” como Vale e Petrobras chegam ou chegaram recentemente a atender a essa condição. Após a escolha dos papéis, o investidor deve estipular uma meta de lucro para o investimento para um período de dois a três anos. Quando o papel atingir esse objetivo, deve ser vendido, independentemente da expectativa de momento que circula no mercado. Outro erro a ser evitado é colocar todo o dinheiro em uma única ação mesmo que ela obedeça a alguma dessas condições. O ideal é distribuir os recursos entre dezenas de empresas com múltiplos baixos. Se fizer somente isso, dificilmente o investidor não alcançará bons resultados no longo prazo. Leia o resto deste post »

Acertando na mosca

Oi amigos, tudo bem?. Essa é uma reportagem retirada do site da Istoé Dinheiro, falando sobre as ações que mais se destacaram em 2010, algumas tiveram um resultado espetacular, com rendimento acima de 250%!  Importante notar como a lista é dominada por empresas fora do Ibovespa.

Confira o desempenho das empresas e dos setores no ano em que a mira precisa foi fundamental

Quem investiu em ações em 2010 precisou contar com a mira certeira e a mão firme de um atirador de facas. As incertezas sobre a recuperação da economia americana e a crise na Europa afetaram bastante o comportamento da bolsa brasileira.

Assim, quem vinculou suas aplicações ao Índice Bovespa sentiu calafrios: nos 12 meses findos em 30 de novembro, o índice subiu apenas 0,99%, sequer compensando a inflação de 5,6% do período.
Mas quem mirou nos papéis do mercado interno tem motivos de sobra para receber os aplausos do respeitável público. As empresas voltadas ao mercado consumidor brilharam em 2010.
A ação mais rentável do período foi Hering ON, cujas ações valorizaram-se 252,6%. Lojas Marisa ON e Le Lis Blanc ON também brilharam. Leia o resto deste post »

As corretoras que indicaram as melhores ações em 2010

Oi amigos. Tudo bem?

O site Exame. com, costuma apresentar mensalmente as carteiras recomendadas por várias corretoras. Recentemente foi publicada uma matéria avaliando e comparando o desempenho desses carteiras ao longo do ano de 2010, excelente matéria, muito interessante. Vale a pena conferir.

Em um ano em que o Ibovespa subiu só 1%, a carteira recomendada pelos analistas do Bradesco BBI apresentou valorização de 28,5% e superou as das demais corretoras

Em 2010, o Ibovespa fechou o ano com uma alta de apenas 1,04%. Se o módico desempenho não chega a despertar entusiasmo, especialmente quando comparado aos 82 pontos percentuais cravados em 2009, a valorização das carteiras recomendadas por algumas corretoras e bancos mostra que o ano não foi exatamente amargo para quem apostou nesses relatórios ao balizar suas decisões de investimento na renda variável.

Quem seguiu o portfólio sugerido mês a mês pelo Bradesco BBI levou para casa um retorno de nada menos que 28,5% ao cabo de 2010. O rendimento foi quatro vezes superior ao da tradicional poupança, que terminou o ano em 6,9%. Embora nenhum dos resultados analisados tenha ficado abaixo da valorização registrada pelo Ibovespa, a carteira de algumas corretoras, por outro lado, perdeu ou praticamente empatou com a inflação.

Segundo estimativas do mercado, a subida de preços medida pelo IPCA deverá chegar a 5,9% em 2010. O percentual é maior do que o apresentado pelo portfólio da Planner, que terminou o ano com uma valorização de 5,02%. Na carteira do BB Investimentos, a alta foi levemente superior, chegando a 6,21%. Leia o resto deste post »

Ouro lidera ranking de investimentos em 2010

Oi amigos, retirei esse artigo dos site da Época Negócios. Falando sobre os rendimentos das aplicações nesse ano que acabou.

O ouro foi o campeão e a bolsa apresentou desempenho fraco.

O metal acumulou rentabilidade de 32,26% no ano, contra desempenho quase nulo do indice Bovespa, que ficou em 1,04% – abaixo até da caderneta de poupança que terminou o ano com rentabilidade de 6,81%

A crise internacional e a consequente procura dos investidores por ativos mais seguros fizeram com que as aplicações em ouro superassem todas as outras em 2010. O metal acumulou rentabilidade de 32,26% no ano, contra desempenho quase nulo do indice Bovespa, que ficou em 1,04% – abaixo até da caderneta de poupança que terminou o ano com rentabilidade de 6,81%.

“Havia uma expectativa de que esse seria um ano de rearranjo na economia mundial, mas os países não saíram da crise”, explica o consultor financeiro Fábio Gallo. “Com os mercados instáveis, há uma corrida de investidores para ativos reais, que se comportam como o ouro.”

Em dezembro, o metal encerrou com baixa de 3,53% – a primeira desvalorização desde fevereiro. “O ouro atua como um porto seguro em época de crise“, diz o consultor financeiro Mauro Calil. “Para o ano que vem, acho pouco provável que ele suba mais.” Mas há ainda quem aposte no metal, caso as economias americana e europeia não deem sinal de recuperação. “Embora com pouca liquidez, pode ser uma boa alternativa para diversificação da carteira”, diz o administrador de investimentos Fábio Colombo.

Não há estatísticas oficiais sobre o mercado de ouro no Brasil, mas corretoras estimam que só durante este ano essa modalidade de investimento movimentou algo em torno de R$ 3 bilhões. Na BM&FBovespa, o contrato mínimo a ser negociado é de 250 gramas, no valor de R$ 20 mil, em dezembro.

Depois do ouro, o segundo melhor investimento em 2010 foram os fundos da Vale com recursos do FGTS: a rentabilidade foi de 15,37%. “A mineradora começou o ano com uma performance mediana, mas as boas notícias vindas da China no primeiro quadrimestre reverteram a tendência de baixa, com o aumento na demanda por minério de ferro no mundo inteiro”, explica Calil.

Já os fundos da Petrobras ocuparam o último lugar no ranking dos investimentos, com desvalorização de 29,88%, em consequência do desfecho da megacapitalização realizada pela estatal em setembro. A demora do governo em esclarecer as regras do pré-sal gerou insegurança entre os investidores.

No último pregão do ano, a bolsa brasileira encerrou o dia com variação positiva de 0,51% e 69.304 pontos. O ano fechou em 1,04% – uma oscilação bem diferente da registrada no fim de 2009, quando a Bovespa aparecia, com folga, como o investimento mais interessante: alta de 82,6% naquela ocasião.

Abs

Investir no curtíssimo prazo exige estratégia, disciplina e controle emocional

Oi amigos, tudo bem?

Aqui vai um excelente artigo do site Infomoney falando sobre day trade no mercado de ações, com as idéias do famoso investidor e guru do mercado financeiro Alexander Elder. Muito interessante pra quem se interessa por essa modalidade de investimento.

No prospecto da oferta primária de ações da Petrobras (PETR3, PETR4), um aviso claro indicava que o mercado acionário apresenta riscos e é um investimento de longo prazo. Mas e se o investidor quiser ganhar dinheiro no curto prazo? Ou, mais especificamente, com operações de apenas um dia?

O day trade popularizou-se a partir dessa demanda. Investidores que querem aproveitar ganhos de curtíssimo prazo montam posições, compradas ou vendidas, e as desmontam no mesmo pregão, lucrando a diferença obtida. É claro, no entanto, que essa diferença nem sempre se dá no sentido planejado na hora da aplicação.

Cinco regras para um trade de sucesso
Para Alexander Elder, “ex” médico russo, radicado nos EUA, agora trader em tempo integral, são cinco as regras básicas que devem ser adotadas para aumentar essa margem de acerto. Autor de “Aprenda a operar no mercado de ações“, Elder participou do Money Talks da última semana e disse que cada operação merece três números essenciais.

O primeiro é o ponto de entrada, o segundo é a meta de ganhos para aquele trade e o terceiro é o stop loss. Ou seja, é necessário que o investidor defina, de antemão, o limite máximo de perdas a que aquele trade está exposto e que sinalize qual é a hora apropriada para assumir o erro e sair da posição.

A outra regra é dos 2% de risco na carteira, o que não significa que apenas essa percentagem do portfólio será alocado em ações. Em um exemplo prático, Elder lembrou que uma ação comprada a R$ 50 com stop em R$ 49 tem um risco de R$ 1, e não de R$ 50. Se o investidor adquiriu 500 papéis, esse risco passa a ser R$ 500 – ou 2% do investimento. Leia o resto deste post »

As ações mais negociadas da Bovespa

Oi amigos, tudo bem?

Aqui vai uma reportagem interessante  do site Portal Exame, falando sobre a importância da liquidez no mercado de ações.

Vale desbanca Petrobras como a ação mais líquida; saiba por que a maioria dos investidores gosta dos papéis muito negociados

Embora não seja primordial para ganhar dinheiro, a liquidez das ações está tradicionalmente no topo das preocupações dos investidores. Por liquidez entende-se a facilidade ou dificuldade com que um papel pode ser convertido em dinheiro. As ações que podem ser compradas ou vendidas mais facilmente são conhecidas como “blue chips”. A designação vem dos cassinos americanos – no pôquer, as fichas azuis são as mais valiosas. No mercado, a popularidade destes papéis deriva do fato de serem emitidos por grandes empresas. Transacionadas com frequência, essas ações são responsáveis pela maior parte dos negócios fechados na bolsa, tanto em quantidade de operações quanto em volume movimentado.

O mercado é volátil e qualquer notícia desfavorável pode levar à venda de um papel. Quanto mais líquido ele for, mais simples será o processo. Os compradores são abundantes e as pontas se acham rapidamente”, explica Pedro Galdi, analista-chefe da corretora SLW. No Brasil, a concentração da liquidez é patente: das 467 empresas da Bolsa, apenas 60 integram o Ibovespa, índice que compila os papéis que respondem por 80% das transações financeiras realizadas. Não por acaso, essas companhias entram na mira – e também na carteira – da maior parte dos investidores. “Essa é uma característica de mercados com grau de maturidade relativamente baixo. Nos Estados Unidos, por exemplo, você tem uma quantidade bem maior de papéis e pessoas na bolsa, o que acaba diluindo a liquidez das companhias”, afirma Osmar Sanches, analista setorial da consultoria Lafis.

Se são poucas as eleitas pela maioria dos brasileiros, quem finca posição no lugar mais alto do pódio é a ação preferencial da Vale (VALE5). O papel desbancou neste ano a ação preferencial da Petrobras (PETR4), que, no entanto, ainda é a que tem maior peso no Ibovespa. A carteira do índice, hoje composta por 66 ações, é modificada oficialmente a cada quatro meses. Na última divulgação em maio, o papel da empresa de petróleo permanecia na liderança, posição conquistada em janeiro de 2006 e mantida desde então. De lá para cá, a Vale ultrapassou a Petrobras em volume negociado e ameaça ocupar o primeiro lugar já a partir da próxima reformulação do Ibovespa. Leia o resto deste post »

Não basta investir em um bom negócio

Oi amigos

Tudo bem?

Aqui vai mais uma excelente entrevista retirada do site Portal Exame, com um dos gestores de uma das assets que eu mais admiro, a Tarpon.

O sócio Pedro de Andrade Faria explica que por que muitas vezes a Tarpon precisa buscar empresas com baixa liquidez, governança ruim ou estrutura societária complexa

Separar o que é apenas um bom negócio do que é realmente um bom investimento tem sido, desde 2002, o grande desafio dos gestores da Tarpon, uma das duas únicas gestoras de recursos do Brasil a ter ações negociadas na Bovespa – a outra é o GP. Com 2,5 bilhões de dólares sob administração, o time da Tarpon está à caça de empresas de capital aberto ou fechado que sejam promissoras, mas que, naquele momento específico, estejam sendo enxergadas com pessimismo pelo mercado por algum motivo. Em geral, esse é o caso de boas empresas que tenham ações com baixa liquidez, uma governança ruim ou uma estrutura acionária complexa.
Queria eu dizer que inventamos essa filosofia de contramão , diz Pedro de Andrade Faria, sócio da Tarpon. Segundo ele, é preciso “gastar muita sola de sapato” e estudar profundamente uma empresa para entender, “já na largada”, quando um negócio em si é ruim e quando trata-se apenas de um ou outro problema pontual. A estratégia, no entanto, tem se provado vencedora. A Tarpon acumula um ganho de 36% ao ano desde sua criação em 2002. Entre os casos em que a gestora foi muito feliz, Faria cita o do Pão de Açúcar, que passou de “patinho feio” a “princesa” do mercado nos últimos três anos – e lhe proporcionou lucros extraordinários.

Faria está no mercado desde 1995 e teve passagens pelo Chase Manhattan e pelo banco Pátria, onde conheceu José Carlos Magalhães, o fundador da Tarpon, conhecido no mercado como Zeca. Hoje seu trabalho é fazer a interface com as empresas que recebem os investimentos. Ocupa uma cadeira no conselho de administração de seis companhias (Comgás, BrasilAgro, Direcional Engenharia, Cremer, Omega Energia Renovável e da própria Tarpon) e também coordena o time de análise de investimentos. No momento, a principal aposta da Tarpon são as ações da Brasil Foods, onde foram investidos mais de 700 milhões de reais. Em seguida, aparecem duas varejistas do setor de vestuário, a Marisa e a Hering. Na entrevista a seguir, Faria explica os motivos para a aposta nessas empresas e os pilares de investimento da Tarpon:

Como são tomadas as decisões de investimento na Tarpon?
Tudo aqui é muito baseado em consenso. Temos um comitê de investimentos para discutir onde aplicar o dinheiro. O Zeca é o gestor do portfólio, responsável por determinar quais investimentos vão diminuir ou aumentar. Eu sou a pessoa que trabalha junto com ele, mas menos com a gestão do portfólio e mais com as empresas. Faço a interface com as companhias em que investimentos para que a estratégia que pensamos efetivamente aconteça. Nosso time gosta de ser profundo nos poucos negócios em que investimos. Concentramos ao máximo nossas iniciativas para termos capacidade e tempo para nos mantermos informados. Leia o resto deste post »

Eike Batista, de garimpeiro de oportunidades a homem mais rico do Brasil

Oi amigos, tudo bem?

Estou postando uma matéria bem legal que vi no site InfoMoney, sobre o mais rico dos brasileiros: Eike Batista.

Visionário, megalomaníaco, brilhante, exibicionista, ousado, supersticioso. Não são poucas as características capazes de descrever Eike Fuhrken Batista, o homem mais rico do Brasil e oitavo na listagem mundial segundo a revista Forbes, ao ser detentor de uma fortuna de aproximadamente US$ 27 bilhões.

Personagens do Mercado vai à procura da história atrás do mito, ao revelar como o mineiro de Governador Valadares conseguiu multiplicar 45 vezes seu patrimônio em 28 anos, entre reviravoltas, turbulências e algumas pitadas de sorte.

Primeiros passos
Nascido em Minas Gerais e criado no Rio de Janeiro, Eike deixa a cidade maravilhosa aos 12 anos e, com sua família, vai morar em Frankfurt, como decorrência a missão de seu pai, Eliezer Batista, incumbido de desenvolver a divisão europeia da Vale, empresa da qual foi presidente por dez anos.

Aos 18, o mineiro decide cursar engenharia metalúrgica na Universidade de Aachen, considerada como uma das melhores da Europa na área. Durante sua estadia universitária, aperfeiçoou o inglês e aprendeu francês, além de praticar o alemão, o qual já falava em casa – fruto de sua descendência germânica, explicitada pela nacionalidade de sua mãe, Jetta Batista.

Por lá, com a renda apertada de um universitário, Eike começou a trabalhar como corretor de seguros, vendendo-os de porta em porta na pequena Aachen, de 260 mil habitantes. Depois, montou uma espécie de trading, ao negociar produtos brasileiros com comerciantes na Europa e na África.

De volta ao Brasil em 1980, inicia sua escalada empreendedora, a qual pode ser dividida em três fases: as aventuras na Amazônia e no Mato Grosso, a fundação da TVX e a expansão gigantesca e exponencial de sua holding, a EBX.

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Lições de um investidor

Oi amigos, tudo bem?

Aqui vai uma matéria bem legal retirada do Portal Exame sobre um grande investidor brasileiro e suas experiências na bolsa de valores, vale a pena ler.

LIRIO PARISOTTO TINHA 1,6 BILHÃO DE REAIS APLICADOS NA BOLSA BRASILEIRA QUANDO A CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL ABALOU O MERCADO. PERDEU 1 BILHÃO, MAS DOBROU A APOSTA – E SE DEU MUITO BEM

O gaúcho Lirio Parisotto – dono de um patrimônio de 2,1 bilhões de reais em ações – percorreu um longo caminho até se tornar um dos maiores investidores da bolsa de valores. Em 1971, com 18 anos, o filho de agricultores pobres tirou o primeiro lugar em um concurso de monografias organizado pelo Ministério do Exército, com um texto sobre o serviço militar obrigatório. Estudante do ensino secundário, recebeu como prêmio uma quantia equivalente a  um Fusca, o que parecia ser a solução ideal para quem dependia da carona dos amigos e do transporte público para se locomover. Animado pela alta da  bolsa, Parisotto decidiu investir tudo em ações. Em pouco tempo, o que tinha sido “o di nheiro do Fusca” não dava para comprar uma bicicleta. Desanimado  com o estouro da bolha, ele vendeu todas as ações. “Meu erro foi a ganância: sonhei ter dois Fuscas em seis meses e fiquei sem nenhum.

Quinze anos mais tarde, já como um bem-sucedido dono de loja de eletrodomésticos na Serra Gaúcha, Parisotto voltou à carga. O valor era outro – 500 000  dólares -, mas o desenlace foi o mesmo. Investiu no pico do Ibovespa, teve um prejuízo de 200 000 dólares e saiu da bolsa. “Cometi o segundo pecado de aplicar dinheiro que eu iria precisar no curto prazo.”

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Entrevista com o gestor da Rio Bravo Investimentos

Oi amigos, tudo bem?

Recentemente vi no site do Portal EXAME uma entrevista excelente com Mário Fleck, da Rio Bravo Investimentos.

É muito interessante saber como pensam os grandes investidores brasileiros e assim aprender algumas coisas muito importantes.

Aí vai a entrevista:

“Não compramos promessas”, afirma presidente da Rio Bravo

Mário Fleck diz que só considera os ativos reais de uma empresa em suas análises e que pode gastar até 12 meses estudando uma companhia antes de comprar suas ações

Para entender como funciona o processo de decisão de investidores profissionais, o Portal EXAME vai publicar, durante os próximos meses, entrevistas com alguns dos maiores gestores de recursos do país. A ideia é reunir lições valiosas para que pequenos investidores possam administrar suas próprias aplicações com um maior embasamento técnico. O escolhido para iniciar a série de entrevistas foi Mário Fleck, presidente da Rio Bravo Investimentos, que administra 3,5 bilhões de reais divididos principalmente entre fundos imobiliários (2 bilhões de reais) e ações (600 milhões de reais).

Fleck é, há cinco anos, o responsável pela gestão do fundo de ações da Rio Bravo. Antes, presidiu por 14 anos a unidade brasileira da Accenture, uma das maiores empresas de consultoria do mundo. Faz parte do conselho de administração da Cremer e da Eternit e já foi conselheiro da Unipar e da Ferbasa. Na Rio Bravo, desenvolveu uma filosofia de investimentos de longo prazo e mantém em carteira somente 10 a 15 empresas, escolhidas após um processo criterioso de análise. Escolher uma única ação desse portfólio pode levar até 12 meses. “Nosso negócio não é comprar futuro, comprar promessa. A gente quer olhar [a situação da empresa] hoje”, diz. Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

Portal EXAME – Como a Rio Bravo investe?

Mário Fleck - A Rio Bravo é uma gestora de investimentos muito fundamentalista, de longo prazo. Não somos uma instituição nervosa, que faz transações de curto prazo, corre para lá e para cá, muda de posição, tenta usar técnicas, tecnologias e gráficos. Nosso maior foco está nos fundos imobiliários, um negócio de longo prazo em que aplicamos 2 bilhões de reais. Temos também uns 250 milhões em private equity, que é ainda mais de longo prazo. Na direção de oposta, de maior liquidez, temos 600 milhões em fundos de ações. Também aplicamos em fundos multimercados e agora temos cerca de 300 milhões em private banking, que é uma área de assessoria financeira para famílias. Os clientes desses produtos são os investidores institucionais, fundos de pensão e pessoas físicas. Nós investimos o dinheiro deles.

Portal EXAME – Qual foi o resultado do fundo de ações em 2009?

Fleck – Acabou sendo um ano diferente do que parecia que ia ser. Em dezembro de 2008, o cenário era totalmente incerto. Mas o Rio Bravo Fundamental FIA, que é nosso carro-chefe em ações, conseguiu uma valorização de 85% até agora. Portanto, acima do Ibovespa. Ele começou o ano com um patrimônio de 250 milhões de reais e está fechando com 600 milhões de reais. Esse fundo tem cinco anos e um trimestre de existência e obteve uma rentabilidade média espetacular de 35% a 36% ao ano, já descontadas as taxas cobradas dos investidores.

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Os riscos do investimento em ações a longo prazo

Oi amigos, tudo bem?

Gostaria de agradecer a vocês pelas visitas recebidas no blog, além dos elogios.

Matéria retirada do site ISTO É Dinheiro, falando sobre a bolsa no longo prazo. Mostra que mesmo com a maior crise dos últimos 50 anos a bolsa brasileira ainda foi o melhor investimento dos últimos 10 anos. Fala também que não basta comprar ações e esperar, e como obter bons resultados, com bons ganhos e preservação do seu patrimônio.

As ações foram o melhor investimento do Brasil na última década, mas também o pior dos Estados Unidos no mesmo período. Será que vale a pena investir na bolsa a perder de vista?

Você certamente já ouviu a teoria de que o investimento em ações é a melhor maneira de conseguir boa rentabilidade no longo prazo. Mito ou verdade? O desempenho da bolsa brasileira entre 1999 e 2009 confirmou a segunda hipótese.

O Ibovespa teve valorização de 301,3%, a quinta maior em ganhos do mundo. Superou as tradicionais poupança e renda fixa. No entanto, o mesmo teste, feito nos EUA, dá resultado oposto. Nesses dez anos, quem investiu no S&P 500 perdeu 24,1% do patrimônio. No Dow Jones, a conta ficou 9,3% no vermelho. Esses dois exemplos mostram que o longo prazo só funciona quando se acerta o momento de entrada e de saída. Mas, como é muito difícil saber quando eles ocorrem, é preciso atenção para fugir das armadilhas.

Para ir direto ao ponto, você deve ficar distante das três palavras perigosas do longo prazo: comprar, manter e esquecer. Bolsa de valores não sobe ininterruptamente. É necessária uma avaliação da sua carteira de ações a cada três meses, para ver se tudo está correndo como o planejado. O americano que tinha feito planos de se aposentar com a ação do Citibank acompanhou a escalada do papel, que chegou a valer mais de US$ 70. Mas, se o longo prazo dele coincidiu com novembro de 2008, essa ação valia perto de US$ 1. Para evitar que seu dinheiro vire pó, o analista de sistemas Carlos André Santiago é cuidadoso e evita ser apanhado de surpresa. “Acompanho semanalmente e faço saídas parciais porque não tenho estrutura para ver o meu patrimônio despencar”, diz Santiago.

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As melhores e piores ações do Ibovespa em 2009

Oi amigos, tudo bem? Obrigado pelas visitas ao blog.

Matéria retirada do site Portal Exame, sobre o desempenho das 5 melhores e piores ações do IBOVESPA no ano de 2009. Explicando algumas razões desse desempenho sensacional ou decepcionantes. Vale lembrar que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

A mineradora MMX e as empresas ligadas ao setor de construção foram os grandes destaques enquanto duas teles amargaram os piores resultados

O ano de 2009 vai ser lembrado pelo mercado como uma fase de surpreendente recuperação. Tornou-se comum dizer que o Brasil virou “a bola da vez” ou ouvir comentários de que os efeitos da turbulência global foram bem mais amenos no país do que no restante do mundo.

Uma olhada no comportamento do índice das ações mais negociadas na bolsa brasileira, o Ibovespa, é suficiente para constatar a força do movimento do mercado no sentido contrário ao da depressão econômica. Apesar de momentos de forte volatilidade, o índice chega ao fim de 2009 com uma rentabilidade acumulada de quase 78%, ficando já bem próximo do patamar máximo atingido antes da crise, de 73.000 pontos.

O apetite de investidores de todo o mundo por ações brasileiras é tamanho que o ingresso de recursos se manteve forte mesmo após o governo decretar a taxação à entrada de capital externo no país em outubro, por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O país também atravessou incólume a quebra de Dubai e o rebaixamento da classificação de risco da dívida de países como a Grécia e o México. Com isso, o ano se encerra com a previsão dos analistas de que nos próximos meses deve haver novos avanços – os mais otimistas prevêem o Ibovespa em 85.000 pontos ao final de 2010.

O movimento de alta, no entanto, não deve ser generalizado, assim como não foi em 2009. Enquanto as ações das duas maiores empresas da bolsa – Vale e as da Petrobras - tiveram rentabilidade próxima à do Ibovespa, outras se destacaram a ponto de obter mais de 300% de valorização.

A recuperação econômica rendeu grandes resultados a papéis mais voláteis, dentre os quais se destacaram os de empresas do bilionário Eike Batista ou ligadas ao setor imobiliário

As cinco maiores rentabilidades do Ibovespa entre janeiro e 20 de dezembro foram:

MMX Miner ON: 324,19%
Duratex ON: 300,00%
Rossi Resid. ON: 284,89%
Gafisa ON: 158,33%
Cyrela Realt ON: 156,96% Leia o resto deste post »

Quem precisa de educação financeira

Matéria retirada do site Isto é Dinheiro, mostrando que até as grandes empresas já descobriram a importância da educação financeira

Funcionários de grandes empresas e bancos são treinados no trabalho para cuidar melhor do próprio dinheiro

O consultor Reinaldo Domingos, presidente do Instituto de Educação Financeira, de São Paulo, vai direto ao assunto. “Se você não tiver o seu salário a partir de amanhã, por quanto tempo conseguirá manter o padrão de vida atual?” A pergunta incomoda, especialmente quem não tem uma poupança suficiente para suportar o desemprego por 12 meses, pelo menos, até conseguir recolocação. Infelizmente, este foi o caso para a maioria dos cinco mil trabalhadores que passaram pelo instituto nos últimos dois anos, em cursos subsidiados pelas empresas. Mais de 90% dos alunos responderam “não mais do que um ano”. Cerca de 70% estavam endividados ou comprometiam 100% da renda com os gastos mensais. É um problema sério. “Esse perfil de trabalhador está na UTI financeira. Eles não estão poupando”, diz Domingos.

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