Por que os premiados em loterias também vão à falência

Oi pessoal, aproveitando a euforia em relação aos grandes prêmios das loterias, vou postar um artigo muito interessante do Portal Exame, falando sobre o que acontece com muitos premiados na loteria após receberem seus prêmios.

Afinal conseguir administrar um grande quantia pode ser uma tarefa difícil pra quem não tem uma boa educação financeira.

Pesquisa de universidade americana mostra que os felizardos em sorteios têm a mesma chance de perder tudo que as demais pessoas

Basta ver as filas nas lotéricas a cada prêmio acumulado para ter a certeza de que tirar o bilhete premiado é a grande aposta de muita gente que sonha em ficar rico. Afinal, ganhar uma bolada de dinheiro desse jeito exige muita sorte, mas não o esforço, a competência nem a paciência necessárias para se dar bem na carreira corporativa, na bolsa de valores ou na vida empreendedora. A má notícia para os sonhadores é que o ganho fácil da loteria não costuma ter vida longa, segundo um estudo da Universidade Vanderbilt, dos Estados Unidos.

Os pesquisadores analisaram a vida financeira de milhares de pessoas premiadas com 50.000 a 150.000 dólares em um loteria da Flórida entre 1993 e 2002. Nesse grupo, eles encontraram 1.934 ganhadores que pediram falência – nos EUA, pessoas físicas podem ter a falência decretada e os bens retomados para o pagamento dos bancos credores assim como as empresas. O número dos que haviam perdido tudo em até cinco anos após a premiação representa 1% do total. Esse é exatamente o mesmo percentual de residentes da Flórida que pediram falência no período analisado.

É lógico que, nos prêmios milionários como os da Mega Sena, levaria muito mais tempo para que alguém conseguisse ficar pobre. A conclusão do estudo “O Caminho da Vida Fácil? As Consequências Financeiras de Ganhar na Loteria”, no entanto, é que quem ganha de uma hora para outra uma quantia razoável ¬(mas não infinita) de dinheiro está tão sujeito a enfrentar dificuldades financeiras quanto as pessoas que permaneceram dependentes do próprio esforço para arcar com as despesas.

Os pesquisadores até encontraram um efeito benéfico inicial das loterias. Nos dois primeiros anos após a premiação, o número de pessoas que pediu falência foi menor que a média. Já entre o terceiro e o quinto ano depois da sorte grande, as falências foram maiores que a da população em geral – anulando o efeito inicial positivo. Os pesquisadores concluíram que o dinheiro até ajudou a adiar problemas financeiros – mas não foi suficiente para evitá-los. Da mesma forma, aqueles que ganharam prêmios de 150.000 dólares levaram mais tempo para falir do que quem embolsou 50.000. Só que o percentual de fracassos foi o mesmo.

Atrás de uma explicação para o fenômeno, os pesquisadores identificaram alguns comportamentos-padrão entre os premiados que perderam tudo. Em geral, eles não utilizaram o dinheiro para aumentar o patrimônio ou para abater dívidas. Os que já enfrentavam dificuldades até conseguiram sair do sufoco momentaneamente, mas não mudaram drasticamente a estrutura de receitas e despesas, o que os trouxe de volta para o caminho do empobrecimento. Leia o resto deste post »

Crédito se expandiu antes da educação financeira no Brasil

Oi amigos, tudo bem?

Matéria muito interessante do site Infomoney falando sobre como o brasileiro teve mais acesso ao dinheiro, mas não teve boa orientação de como usar do dinheiro.

O Brasil passou por um período de expansão do crédito nos últimos anos, propiciada pela estabilidade econômica e pelo aumento da renda da população. Para se ter uma ideia, em um ano terminado em março, a concessão diária de empréstimos à pessoa física aumentou 22,4%, segundo o Banco Central.

Porém, apesar da possibilidade de consumo, inclusive por meio do crédito direcionado para a compra de bens de maior valor agregado, o brasileiro não desenvolveu a educação financeira.

“O conhecimento está concentrado no mercado, que fala uma língua que é mistura de ‘grego com polonês’. Temos o desafio árduo de traduzir para uma linguagem que seja compreensível. Temos de trabalhar para que a educação financeira chegue em conjunto com o avanço do crédito”, disse a superintendente de Sustentabilidade do Itaú Unibanco, Denise Hills.

A educação financeira é necessária, de acordo com ela, porque o brasileiro vive com o receio de ter ou não dinheiro. “A gente, no geral, vive como se fosse durar para sempre, mas gasta como se fosse morrer amanhã”, afirmou Denise, durante palestra na quarta-feira (28) no Congresso Consumidor Moderno de Crédito, Cobrança e Meios de Pagamento.

Iniciativas
O governo e o mercado têm se mobilizado para propiciar a educação financeira. O Itaú Unibanco, por exemplo, passou a oferecer isso a seus 130 mil funcionários. Já o governo iniciou em 2008 uma estratégia nacional para levar às escolas conceitos financeiros, o que só deve ser colocar em prática neste ano, em um projeto-piloto que será lançado em junho.

Em relação a esse tempo de dois anos para começar o projeto, a técnica de Planejamento e Gestão Educacional do MEC (Ministério da Educação), Alzira Silva, afirmou que decorreu do planejamento sobre o assunto.

“As instituições financeiras têm propriedade, legitimidade e conteúdo técnico. Mas como transformá-lo à linguagem do jovem que está na escola e do professor? Se o professor – que é quem discute a educação – tem dificuldade em trabalhar o conteúdo, ele não trabalha”, afirmou. Leia o resto deste post »

Dez cuidados ao investir em fundos

Oi amigos, tudo bem?

Vou falar hoje sobre fundos de investimentos, sabemos que milhões de brasileiros utilizam esse tipo de investimento para poder investir seus recursos. Aqui vai uma matéria muito legal do Portal EXAME.

Simplesmente perguntar ao gerente do banco em que produto investir pode ser um grande erro; veja o que dizem os especialistas

Entrar em uma agência bancária sem se informar previamente e pedir ao gerente ajuda para escolher um fundo pode ser a maneira mais fácil de investir seu dinheiro. Será preciso muita sorte, no entanto, para que esse caminho leve a uma rentabilidade espetacular. Abaixo especialistas em finanças pessoais explicam quais são os dez cuidados necessários para contratar um fundo rentável e adequado a seu perfil:

1 – Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura: Quando precisam decidir onde vão investir dinheiro, em geral as pessoas pedem conselhos ao gerente do banco. Normalmente a pergunta apresentada é quanto “está rendendo” determinado fundo – e não quanto ele rendeu no passado. O gerente então saca o folheto que mostra a rentabilidade dos produtos no último mês ou no último ano e a pessoa imediatamente escolhe o que deu melhor retorno.

Quem entende de investimentos pessoais, no entanto, alerta que essa é a forma incorreta de escolher fundos. “Muitos produtos de investimento dizem em seus prospectos que a rentabilidade passada não garante lucros no futuro, mas as pessoas insistem em ignorar esse fato“, diz Mauro Calil, especialista em finanças pessoais. A melhor forma de escolher um investimento é ler bastante e pedir conselhos a várias pessoas com experiência no assunto, ensina Gustavo Cerbasi, o especialista em finanças pessoais que mais vende livros no Brasil. O fato de diversos analistas indicarem determinado investimento não é garantia de que ele vai mesmo apresentar o melhor retorno no futuro. No entanto, Cerbasi diz que as pessoas bem-informadas têm mais chances de evitar erros e aproveitar as boas oportunidades.

2 – Faça o teste do perfil do investidor: Descobrir se você é conservador, moderado ou agressivo é muito importante, segundo o professor Márcio Rodrigues, da investeducar. Uma pessoa que vai perder noites de sono se o patrimônio de seu fundo de ações encolher no curto prazo deve se manter longe da bolsa e concentrar sua carteira em ativos de baixo risco. Já aqueles que têm sangue frio podem aplicar uma parcela maior do patrimônio em investimentos de alta volatilidade.

Os bancos também disponibilizam esse tipo de ferramenta em seus sites. No entanto, quando todas as perguntas são respondidas, os testes dos bancos já sugerem uma carteira detalhada de investimentos aos clientes – o que é visto com alguma desconfiança no mercado. “Eu não conheço ninguém que segue à risca o que é recomendado nesses testes. As pessoas não se enxergam como carteiras de investimentos”, diz o professor William Eid Junior, do Centro de Estudos em Finanças da FGV. Ele recomenda que as pessoas façam um planejamento financeiro mais bem-elaborado e peçam conselhos a especialistas antes de definir como será montada sua carteira.

“Algumas perguntas básicas a serem respondidas é qual é o tranco que o investidor aguenta, quanto tempo o dinheiro poderá ficar investido e qual é o objetivo do investimento“, diz Ricardo Nardini, responsável pelo site “Como Investir”, da Anbima, a entidade que representa os bancos de investimento. Alguém que está poupando para fazer uma viagem nas próximas férias ou para comprar um apartamento daqui a três meses precisa optar pelo investimento de curto prazo mais vantajoso. Já alguém bem jovem que começa a poupar dinheiro para sua aposentadoria pode aceitar um pouco de risco no mercado de ações porque haverá tempo para recuperar eventuais perdas. Leia o resto deste post »

Recompensas de curto prazo são realmente sedutoras?

Oi amigos, tudo bem?

Estou postando um artigo excelente retirado do jornal Valor Econômico, escrito por Alexandre Rezende, sócio da Oceana Investimentos, com algumas idéias muito interessantes.

Iniciarei o artigo de hoje com uma tradução livre de um trecho da carta de 1997 escrita por Warren Buffett aos acionistas de sua holding Berkshire Hathaway. “Um breve teste: se você planeja comer hambúrgueres pelo resto de sua vida e você não é um criador de gado, você deveria torcer por preços de carne mais altos ou mais baixos? Da mesma forma, se você comprará um carro de tempos em tempos e não é um fabricante de carros, você deveria preferir preços de automóveis mais altos ou mais baixos? Essas perguntas, obviamente, se respondem sozinhas.”

E o megainvestidor continua: “Agora para a prova final: se você tem a expectativa de poupar dinheiro ao longo dos próximos cinco anos, você deveria torcer por valorizações ou desvalorizações do mercado de ações durante esse período? Muitos investidores erram a resposta desta pergunta. Apesar de saberem que comprarão ações por muitos anos, esses investidores ficam entusiasmados quando os preços das ações sobem e ficam deprimidos quando os preços caem. Ou seja, ficam felizes porque subiram os preços dos ‘hambúrgueres’ que em breve estarão comprando. Essa reação não faz sentido. Somente aqueles que serão vendedores de ações no futuro próximo deveriam ficar contentes em ver os preços das ações subindo. Compradores em potencial deveriam preferir em muito os preços caindo.”

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Quem precisa de educação financeira

Matéria retirada do site Isto é Dinheiro, mostrando que até as grandes empresas já descobriram a importância da educação financeira

Funcionários de grandes empresas e bancos são treinados no trabalho para cuidar melhor do próprio dinheiro

O consultor Reinaldo Domingos, presidente do Instituto de Educação Financeira, de São Paulo, vai direto ao assunto. “Se você não tiver o seu salário a partir de amanhã, por quanto tempo conseguirá manter o padrão de vida atual?” A pergunta incomoda, especialmente quem não tem uma poupança suficiente para suportar o desemprego por 12 meses, pelo menos, até conseguir recolocação. Infelizmente, este foi o caso para a maioria dos cinco mil trabalhadores que passaram pelo instituto nos últimos dois anos, em cursos subsidiados pelas empresas. Mais de 90% dos alunos responderam “não mais do que um ano”. Cerca de 70% estavam endividados ou comprometiam 100% da renda com os gastos mensais. É um problema sério. “Esse perfil de trabalhador está na UTI financeira. Eles não estão poupando”, diz Domingos.

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Mais dinheiro vai resolver seus problemas financeiros?

Oi amigos. Tudo bem?

Muitas pessoas acreditam que a maior causa de seus problemas financeiros é uma baixa renda. Essas pessoas reclama que ganham pouco, que tem um baixo salário, e que se tivessem uma renda maior poderiam resover a maioria de seus problemas financeiros, e também acumular uma grande fortuna.  Será que isso é verdade?

Um fator fundamental para enriquecer é gastar menos do que se ganha, e usar essa diferença para se investir em ativos que aumentam de valor e assim aumentam seu patrimônio. Se uma pessoa tiver uma alta renda fica mais fácil economizar e assim ter dinheiro para seus investimentos, pelo menos é o que a maioria de nós pensa.

O problema é que na maior parte dos casos, quando uma pessoa tem um aumento na renda, as despesas aumentam na mesma proporção ou até mesmo mais do que o aumento na renda. A pessoa começa a ganhar mais e seu padrão de vida sobe, ela quer comer em lugares melhores, vestir roupas mais caras, ter um carro mais caro, ter uma casa maior, comprar uma casa na praia, viajar para o exterior, etc. Isso é extremamente comum em nossa sociedade que estimula tanto o consumismo. Muitas vezes a pessoa passa até a acumular dívidas para manter esse novo padrão de vida, mesmo tendo um aumento da renda, por exemplo: financiamento de casa ou carro, prestações de eletrodomésticos, móveis e muitas outras. Leia o resto deste post »

O que é um investimento arriscado?

Oi amigos, tudo bem?

Um assunto muito importante para o investidor é o risco. É muito importante que o investidor entenda muito bem esse conceito para tomar as melhores decisões para investir e assim equilibrar a rentabilidade e o risco.

Tradicionalmente o conceito de risco é relacionado à possibilidade de perda de dinheiro nos investimentos. Considera-se que o investimento seguro é aquele que tem pouca possibilidade de perda de capital, como por exemplo caderneta de poupança ou fundos de renda fixa.

Investimentos arriscado são considerados aqueles em que há uma maior probabilidade de perdas do dinheiro investido. Por exemplo: ações, opções, fundos multimercado, moeda estrangeira, ouro, entre outros. Alguma pessoas consideram que investir em imóveis é uma alternativa bastante segura, pois os imóveis geralmente se valorizam ao longo do tempo além de poder gerar renda proveniente de aluguéis, mas eles podem causar grandes prejuízos também, por isso, classifico-os como arriscados.

Esse tipo de classificação é adequado para a maioria das pessoas já que elas tem pouca educação financeira. A maior parte das pessoas não conhece muito sobre investimentos e deveria evitar aplicar grande parte de seus recursos em ativos de risco.

Mas para aqueles que tem um maior conhecimento financeiro eu proponho um tipo diferente de classificação. Pra mim, o risco do investimento é inversamente proporcional ao seu grau de conhecimento sobre aquele tipo de investimento. Minha definição de investimento arriscado para o investidor com inteligencia financeira é a seguinte:

Investimento arriscado é aquele que você não conhece, é aplicar dinheiro naquilo que você não sabe investir. Por exemplo: Se você é um especialista em imóveis residenciais, devido ao seu conhecimento na área, os riscos de você ter alguma perda são menores, já que você sabe como escolher um bom imóvel. Então o investimento em imóveis passa a ser um investimento de baixo risco. Agora, se você tentar investir em outro tipo de ativo, ou mesmo em um tipo de imóvel que você não conhece, como por exemplo os imóveis comerciais, isso passa a ser uma operação mais arriscada, já que você não sabe bem o que está fazendo. Leia o resto deste post »

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