Oi amigos, tudo bem? Essa é uma matéria do site Exame.com, falando sobre a importância de ter um portfólio equilibrado e as vantagens de se investir em fundos de renda fixa, que pode ter lugar até mesmo no portfólio dos investidores mais agressivos.
Dinheiro poderá ser utilizado tanto para arcar com despesas imprevisíveis quanto para aproveitar oportunidades futuras na bolsa
Embora a renda variável tenha ganhado espaço entre os investidores nos últimos anos, a liderança no segmento de fundos de investimento permanece inalterada no país. Os fundos de renda fixa ocupam o primeiro lugar do pódio, ainda com larga vantagem sobre os demais investimentos. Na prática, ao destinar no mínimo 80% dos seus recursos a títulos de renda fixa, esses fundos emprestam dinheiro aos emissores de papéis de dívida, como governo, empresas e bancos. O lucro vem dos juros que essas instituições pagam pelo capital recebido antecipadamente. E a forma como esse pagamento é concedido varia em função da política de rendimento previamente acordada.
Os títulos de renda fixa pós-fixados, por exemplo, pagam a soma de um determinado índice – como a inflação medida pelo IPCA – com uma taxa de juros combinada entre quem emitiu e quem comprou o título. Neste caso, só é possível conhecer o quanto será embolsado no momento do resgate de quotas porque é impossível prever o IPCA dos próximos anos. Por sua vez, os títulos prefixados têm sua remuneração determinada no momento da aplicação, de modo que o lucro fica atrelado a uma taxa de juros preestabelecida. Se um papel paga juros de 20% ao ano, por exemplo, o investidor não terá surpresas.
Justamente por se apoiar no fator previsibilidade que os fundos de renda fixa são os favoritos de tantos investidores. Segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), eles representam, sozinhos, quase 30% da indústria de fundos brasileira. Além disso, a liquidez nesse tipo de aplicação é alta, o que permite ao aplicador sacar o dinheiro no curto prazo com menos chance de amargar prejuízos. “Ainda somos assombrados por muitos problemas do passado. Quem apostou na previdência perdeu muito com a falta de correção inflacionária, a poupança foi confiscada pelo plano Collor e o setor imobiliário viu a Encol quebrar. O brasileiro sofreu para acumular o dinheiro e por isso dá valor à possibilidade de fazer saques imediatos”, acredita o consultor financeiro Gustavo Cerbasi.
Por esse motivo, os fundos de renda fixa são muitas vezes associados a um perfil conservador de investimento. Muito embora essa modalidade de aplicação se encaixe nas aspirações do sujeito avesso a riscos, analistas concordam que é sensato para qualquer um manter uma parte significativa do patrimônio na renda fixa. Do ponto de vista da realização de sonhos, o fundo permite o resgate de recursos com facilidade. Por isso, é ideal para quem tem compromissos com datas, como casamento marcado, formatura de filhos e vencimento do aluguel. Além disso, o investimento protege o capital e permite a prática do rebalanceamento financeiro. “Toda carteira tem que ter renda fixa para ser entendida como reserva de oportunidade: é com ela que eu posso enriquecer porque é com ela que vou comprar ações baratas em algum momento, por exemplo”, explica Cerbasi. Leia o resto deste post »