Oi amigos, tudo bem?
Matéria muito interessante da revista Época Negócios, uma superseleção de livros dos 10 últimos anos.
Dubner e Levitt nos mostraram “o lado oculto do que nos afeta”, Friedman pintou um mundo plano, psicólogos sacudiram a economia. Esta é nossa lista das obras dos “00”
Para os americanos, foi a década perdida. Um decênio que começou com o 11 de setembro (de 2001) e term
inou com a Grande Recessão (de 2008/2009), levando a revista Time a chamá-lo de “A Pior Década da História”. Compreende-se o exagero. Essa é uma visão americana da história, e os Estados Unidos sofreram dois crashes financeiros, ataques terroristas que os fizeram questionar sua segurança dentro de casa e guerras sem fim em países distantes. Com uma dose de distanciamento, os anos 00 ressurgem cheios de som e fúria. iPod, iPhone, BlackBerry, YouTube, Facebook, Twitter, Wikipédia, Kindle e outras maravilhas tecnológicas mudaram o modo como ouvimos música, nos comunicamos, vemos TV, lemos e, sobretudo, nos relacionamos. Muito do frenesi pop tecnológico está retratado nos livros que marcaram a década. Na literatura, sim. Mas sobretudo no conjunto de temas (economia, finanças, gestão, ideias, inovação e negócios) que dá forma ao universo Época NEGÓCIOS.
Diante do desafio de contar a década por seus livros, apelamos para reforços de peso. Blogueiro e colunista da revista, o consultor Clemente Nobrega reuniu seus talentos de escritor, físico e rato de bibliotecas para compilar uma lista que mostra, título por título, a evolução do pensamento inovador no mundo dos negócios na década. Às indicações de Clemente e aos preferidos da redação, adicionamos sugestões de cabeças pensantes do mundo dos negócios e da economia.
Condenada à polêmica como toda lista do gênero que se preze, esta compilação é um convite a relembrar leituras instigantes (O Mundo É Plano, Freakonomics, A Cauda Longa…) e descobrir livros que frequentaram as cabeceiras de leitores muito especiais como Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira – o trio de acionistas brasileiros da Anheuser-Busch InBev –, além de Luiz Seabra, da Natura, economistas como Claudio Haddad e Mailson da Nóbrega e muitos outros.
Para Clemente Nobrega, a grande ideia que começa a tomar corpo na década que se encerrou – e vem sendo refletida na literatura – é a seguinte: a capacidade de digerir grandes quantidades de dados e fazer previsões baseadas nessa digestão, sem teoria por trás, tende a invadir o mundo dos negócios em várias frentes.
Cada vez mais o que importa é buscar não a teoria para compreender, mas a ferramenta para fazer. No passado, isso era impossível. Hoje, graças à tecnologia, é realidade. “Com meu tema principal, inovação, vai acontecer exatamente isso. Ela será codificada em regras e ferramentas exatamente como ocorreu com a qualidade total”, afirma Clemente. “Com isso, se tornará popular e deixará de ser coisa para gênios.” Leia o resto deste post »